A moda

desde sessenta

A moda em 30 anos tem vindo a sofrer alterações profundas. O que ontem foi passado é hoje presente. Hoje em dia, já muitas raparigas deixam as suas calças de ganga de parte e optam pela, já nossa velha conhecida, mini-saia criada por Mary Quant, uma jovem estilista inglesa. Esta fez uma verdadeira revolução no mundo da moda, no início dos anos 60. A partir dessa altura até aos nossos dias, diversos costureiros adoptaram este modelo.

Como a moda vai a todo o lado, chega também à praia, espaço que se tornou o acontecimento democrático do nosso Verão. Também aqui a moda marca presença, nomeadamente no tipo de vestuário utilizado: fatos de banho, biquinis, calções, que tem vindo, ao longo dos tempos, a reduzir-se cada vez mais, chegando actualmente ao tão famoso "topless", permitido só depois do 25 de Abril. Rapidamente a causa do corpo "libertado" se tornou um pretexto para "cultivá-lo", fazendo dietas, desporto e bronzeando a pele.

Antigamente as roupas eram mais exclusivas, pois a maioria da população não tinha possibilidades económicas para as adquirir e só os mais abastados as podiam comprar e importar. Actualmente, é bastante comum olharmos para a nossa vizinha do lado e ficar com a sensação de estarmos a olhar para um espelho...

Também nessa década, anos 60, se usaram as calças à "boca de sino", saias muito compridas e rodadas,coletes, colares coloridos, cabelos compridos, fitas na testa, muitas pulseiras , anéis, etc. Este visual foi adoptado pelos "hippies", cantores rock e seus fãs. Olhando à nossa volta, reparamos que essa tendência está novamente na moda.

Começaram a discutir-se marcas e Ana Salazar ou Manuela Gonçalves tornaram-se referências comuns. As marcas de grande difusão- Benetton, Stefanel e Kookaî- instalaram-se.

O "design" dos óculos modificou-se. As grandes armações deram lugar a outras mais harmoniosas. Surgiram as lentes de contacto que, embora caras, têm muita procura.

As tendências da moda são muito divulgadas através de desfiles e revistas, sobretudo femininas. Quanto às revistas um breve apontamento:

O Instituto do Consumidor, segundo um artigo da revista o "Consumidor", tem recebido muitas reclamações contra uma revista de moda, dessas que se compram no supermercado ou que nos chegam a casa gratuitamente, oferecendo óptimas condições de compra, com descontos e/ou ainda ofertas de "brindes" na compra de algum produto.

Na verdade, com a evolução dos tempos, tudo é possível, até comprar roupa sem sair de casa, bastando apenas preencher um cupão ou fazer um simples telefonema. Só que esta facilidade pode acarretar desilusões quando as tão desejadas encomendas chegam à caixa de correio, pois o brinde prometido - por exemplo, um vídeo, mais não é do que uma simples cassete de vídeo.

Para não correrem este risco, o I.C. recomenda aos consumidores algumas precauções a ter com as vendas à distância:

Leia atentamente as condições gerais e o boletim de pedido.

Tenha em atenção o prazo indicado para a devolução do produto, no caso de não ter ficado satisfeito, ou da remessa não corresponder ao pedido efectuado.

Não se deixe influenciar pela oferta de brindes. De qualquer modo, saiba que tem sempre direito a reclamar se o brinde enviado não corresponder às características referenciadas na revista.

Não se esqueça que os produtos são sempre fotogénicos, por isso não se deixe iludir apenas pela fotografia do catálogo.

Maria Isabel Ventura, 8º A

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