A Pena de Morte

Carolina Figueiredo Guilherme 12ºH

A questão da pena de morte, tem sido insistentemente tema de discussão nos órgãos de Comunicação Social, e há bem pouco tempo foi motivo de debate num dos canais de televisão.

Aqui gostaria de expressar a minha opinião sobre este tema tão polémico e sempre actual. Do meu ponto de vista, a pena de morte é negativa, e por isso não deve ser legalizada. Afinal, que direito temos nós (sociedade) de tirar a vida a alguém, mesmo que essa pessoa tenha cometido os maiores crimes e até tenha morto alguém? Talvez até, que a culpa última do seu comportamento seja a própria sociedade, uma vez que cada pessoa é sempre o produto da educação que teve e foi moldado pelo ambiente sociocultural em que cresceu. Penso que todos temos que concordar com este aspecto: aceitar a pena de morte, é aceitar que se faça o mesmo crime (ou ainda pior), a um ser humano, mesmo sendo este criminoso.

Se aquele que é condenado à pena de morte, é condenado precisamente porque cometeu um crime, então, aceitarmos que essa pessoa seja condenada, é também aceitar a prática de um outro crime.

Mas há também que ver o outro lado das coisas e, de uma maneira geral, as pessoas que estão de acordo com a prática da pena de morte, alegam que os criminosos devem ser condenados com esta prática, uma vez que é impossível uma pessoa assistir ao assassinato de uma família ou de um amigo e ficar de braços cruzados, vendo muitas vezes a justiça ser tardia e mal aplicada.

É claro que não há maior dor do que aquela que é provocada pela morte, ainda mais quando se trata de alguém que nos é muito querido; mas será que a pena de morte é a melhor justiça para acabar com esses crimes?

Será que o criminoso, deve morrer logo ali, no momento em que se senta numa cadeira, ou em que respira o gás mortífero, ou ainda quando a corda lhe ata o pescoço?

Na minha opinião, esta não é de facto a melhor forma de justiça, até porque assim o criminoso não terá o sofrimento, que os defensores da pena de morte pretendem que ele tenha nos últimos minutos de vida. Não será mais justo ver o criminoso sofrer durante todo o resto da sua vida atrás de umas grades em vez de sofrer apenas algumas horas?

De facto, eu defendo, não a pena de morte, mas sim a pena de prisão perpétua. Deste modo o condenado é privado da sua liberdade, mas a sociedade fica livre de um elemento nefasto. Além disso, o criminoso poderá trabalhar para o bem estar da sociedade ajudando na recolha de lixo das ruas, ou construindo estradas, etc. Afinal, a quem se devem os imensos quilómetros de estradas nos Estados Unidos da América, por exemplo?

É claro que a pena de prisão perpétua, levará à degradação das condições logísticas prisionais e poderá verificar-se um aumento de suicídios dos reclusos, mas é um risco que a sociedade terá que se consciencializar para não correr outros riscos.

Esta foi a minha opinião sobre a pena de morte. É claro que há pessoas que são a favor e outras que são contra, mas para chegar a um acordo acho que é essencial debater-se este assunto, que de uma maneira ou de outra diz respeito a todos nós.

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