António Simões,

Do Almada ao Benfica

Paulo Carrolo 10º I

Decorria o ano de 1957 quando chegou as ouvidos dos dirigentes do Almada F. C. que dois irmãos faziam "furor" pelas ruas desta cidade. Não demorou muito até irem pedir autorização a D. Palmira para que os seus dois filhos se pudessem inscrever como jogadores do clube.Os seus nomes eram Aníbal e António Simões e, se bem que um,Aníbal, tenha recusado o convite para poder continuar a estudar, António aceitou de imediato, passando a treinar e a tabalhar numa firma de maquinas de escrever.É no Almada que Simões Costa, como então era conhecido , se estreará pelos principiantes a nível oficial iniciando, assim , uma carreira plena de glória.

Pouco tempo depois, o Belenenses convida-o para fazer testes no Restelo, só que o Almada exigiu cinquenta contos pela transferência do jovem jogador e a mesma não se realizou. Meses depois é o Sporting que surge na corrida à sua contratação.Simões passa a treinar-se em Alvalade recebendo 750 escudos por mês mas, uma vez que o Almada ainda não tinha recebido os tais 50 contos pela transferência, é o Benfica que chega primeiro a acordo tanto com o Almada como com a mãe de Simões.

A 3 de Janeiro fará a sua estreia contra o Belenenses, no qual marcará um golo.Ainda com 17 anos tornou-se titular indiscutível do onze base.E, com apenas 20 anos, o Rato Mickey, como era carinhosamente chamado pelos colegas, foi considerado o melhor extremo-esquerdo da Europa.

Do Benfica à Selecção foi apenas um passo. Simões estaria no maior feito do futebol português: a conquista do terceiro lugar no Mundial de 66. Em Inglaterra realizou exibições espectaculares , tendo mesmo marcado um golo ao Brasil de Pelé.

Além do Benfica , Simões jogou, ainda , pelo União de Tomar, encerrando a sua carreira de jogador na América.

No seu brilhante palmarés podemos encontrar uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, 4 Taças de Portugal, 11 Campeonatos Nacionais, tendo realizado 46 jogos com a camisola da Selecção.


RetornoRetorno