Aquele tão majestoso

3º. lugar

É, deixando-nos levar pela memória de há 30 anos atrás, que o súbito orgulho, já existente neste canto do velho continente, se eleva.

Tendo debaixo de olho o Mundial de 66, realizado em Inglaterra, no qual se encheram de alegria os corações lusitanos e provando que «o futebol português é tão bom como os melhores», sobressaiu não só o brilhantismo de uma equipa, como também a mestria e a classe de uma pessoa única: Eusébio.

A Coroação Mundial do Pantera Negra

Tornado figura nacional desse ano, o jovem jogador e goleador de 23 anos, nascido em Moçambique, levaria ao rubro este tão pequeno grande país.

A «Pantera Negra» fica conhecida pelos seus atributos de goleador, tendo como prova evidente as três bolas de prata consecutivas, ganhas nesses últimos anos de 1960. É de salientar que só nessa época, pelo Benfica, alcançou a extraordinária marca de 73 golos!

A sua consagração dá-se com as belas exibições no Mundial de Inglaterra, através de jogos de uma espectaculosidadereconhecida internacionalmente.

Na derrota perante a Inglaterra a alma e angústia lusitanas falaram mais alto: eram cantos sobre cantos, com dez milhões de portugueses na pequena grande área adversária, simbolizando os 11 campeões em agonia. Mas é com a Coreia do Norte que a capacidade de resistência se interroga, a perder por 3-0, tão precoces, seria ainda possível recuperar?

E a anarquia instala-se, o coração nacional fecha-se de medo, a esperança lusitana é abalada.

Quando surge a mais valia portuguesa, Eusébio, conhecido como «Pantera Negra», que, de uma maneira brilhante, virou carrasco e artilheiro indefensável, levando tudo atrás de si, marcando 4 majestosos golos. Resultado final : 5-3.

Reconhecido por todos fica a frase:« Julgamos que Eusébio roubou a Pelé, ontem à noite, o título de maior jogador do mundo», depois do jogo com o Brasil, no qual ganhámos por 3-1, com dois golos de Eusébio.

O Fim do Sonho do Título Mundial

O mundo viu Eusébio chorar no meio do relvado de Wembley, depois da derrota, a única, frente aos donos da casa. Mas quando os seus companheiros o rodearam para o consolar, 90 mil ingleses, de pé, aclamaram os nossos bravos, levando o nome de Portugal a projectar-se numa nova dimensão.

Os «Magriços», liderados por Otto Glória, eram: Germano, Jaime Graça, Hilário, Vicente, Festa, José Pereira, Morais, José Augusto, Torres, José Carlos, Eusébio, Coluna e Simões.

Receberam bem o entusiasmo do povo Luso, aquando da sua chegada, e as distinções e honras oficiais.

Nunca é demasiado, então, dizer: Viva Portugal

Sandra Cruz 11º F

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